- A chanceler Angela Merkel considera que o novo Tratado deve enfatizar a UE como uma ?comunidade de valores?, incluindo a protecção social e os direitos humanos, pelo que a Carta dos Direitos Fundamentais é um elemento importante a manter no novo Tratado.
- Apesar de inicialmente ter afirmado que considerava importante a introdução de uma referência a Deus ou às raízes cristãs da Europa no preâmbulo do tratado europeu, a chefe do Governo alemão já reconheceu que no próximo tratado não existirão tais referências, evitando-se, assim, mais uma polémica em torno do que deve (ou não) ser incluído no futuro texto.
- Angela Merkel está a ser o grande motor no reavivar do debate em torno do Tratado Constitucional, tendo escolhido o tema como um dos grandes objectivos da Presidência germânica da UE. Em várias ocasiões afirmou que a União precisa de um novo Tratado básico que guie a sua actuação política;
- Defende que se deve evitar um projecto de Constituição ?confuso?. A UE precisa de encontrar novas regras não só para que possa continuar a receber novos países no seu seio, mas também para que possa desenvolver acções que correspondam aos desafios que a UE tem pela frente. Sustenta também a urgência de esclarecer a repartição de competências entre as instituições europeias e os 27 Estados membros, bem como a criação da figura do Ministro de Negócios Estrangeiros da UE, tal como previa o Tratado que foi rejeitado por franceses e holandeses;
- Apesar de considerar que o ponto de partida para as negociações deve ser o documento aprovado em 2004, a chanceler alemã vê com bons olhos a referência a Deus ou ao cristianismo num novo Tratado, o que é recusado por alguns líderes europeus. Além disso, sugere que se retire a palavra ?Constituição? do texto.
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